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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

HMJMA orienta para importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata

Artes gráficas: Francisco Oliveira

 O câncer de próstata, se descoberto precocemente, tem 90% de chance de cura segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O médico urologista e cirurgião robótico Raphael Franco Bezerra, que integra a equipe do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA), da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), do Governo do Estado, ressalta a importância dos exames de toque retal e PSA total para um diagnóstico precoce.


“Os exames não previnem, eles dão o diagnóstico mais cedo. Por isso são ainda mais importantes. Quem tem histórico familiar, ou são afrodescendentes, têm um risco maior de ter o câncer de próstata, para este grupo recomendamos fazer o toque retal e o exame PSA total anualmente, a partir dos 45 anos. E aqueles que estão fora desse grupo, têm de fazer a partir dos 50 anos”, explica o especialista.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino. Ela está localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. A glândula envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina que fica armazenada na bexiga é eliminada. O câncer de próstata é uma doença silenciosa com cerca de 70 mil novos casos a cada ano, conforme dados do Inca, e, no Brasil, é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens.

“Eu não sentia nada. Descobri porque fui ao posto de saúde, fazer meus exames [entre eles a prevenção], aí me encaminharam logo para o Martiniano de Alencar. Foi lá que fiz minha cirurgia. Foi tão rápido, quando acordei já estava operado e fui para casa no dia seguinte”, disse o aposentado de 70 anos, José Elias Miranda, o qual se operou para remoção da próstata há cinco anos. “Depois fiz tratamento por três anos, tomando umas injeções de três em três meses. Agora só vou ver o médico a cada seis meses para repetir uns exames”, explicou.

Tratamento

Os pacientes do HMJMA são encaminhados via Central de Regulação do Estado. Alguns por suspeita da doença, outros já com resultados de biopsia. De toda forma, ambos podem fazer o tratamento na unidade, desde exames até cirurgia. “Grande parte dos pacientes chegam em um estágio curável da doença. O primeiro passo é a cirurgia, depois pode ser necessário uma hormonioterapia ou uma radioterapia. Quimioterapia é reservada para uma pequena parcela de pacientes que necessitam”, afirma Raphael.

O urologista ressalta ainda que a unidade realiza a cirurgia de remoção da próstata usando uma das formas mais modernas existentes na atualidade. “Operamos por meio de vídeo, removendo toda a próstata e as duas vesículas seminais que ficam atrás da próstata. Uma evolução da cirurgia tradicional, sem sangramentos e o paciente tem alta no dia seguinte. É um diferencial que temos a técnica videolaparoscopica”, disse o médico.

Alternativa

Apesar do tratamento estar cada vez mais moderno e seguro, a remoção da próstata ainda pode deixar sequelas no paciente, como incontinência urinária e impotência sexual, além da infertilidade. Desta forma, em alguns casos seletos, já é possível fazer o que os especialistas chamam de “vigilância ativa”. Trata-se de um acompanhamento ambulatorial quando o câncer não é agressivo, ou seja, o paciente faz exames regularmente e tem a evolução da doença acompanhada de perto pelo especialista.

Dúvida frequente

O especialista também ressalta que câncer de próstata e crescimento da próstata são problemas diferentes. “O crescimento benigno da próstata praticamente todos vão ter, em graus diferentes obviamente e a minoria é cirúrgica. Isso não aumenta o risco de câncer de próstata, então, não se assuste, são coisas independentes”, afirmou Raphael, complementando, “no HMJMA o paciente vem por um problema e a gente acabar avaliando mais de uma coisa”.

Unidade

O Hospital Martiniano de Alencar realiza cirurgias para remoção de câncer de próstata semanalmente e atuou como referência para o procedimento durante Pandemia, recebendo pacientes de diversas unidades do Estado. O acesso ao HMJMA é por meio da Central de Regulação.

Assessoria de Comunicação do HMJMA

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