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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

III Festival Cassimiro Coco do Ceará torna Icapuí capital do Teatro de Bonecos no fim de semana

(Fotos: Bruno Soares/ASCOM Icapuí e Divulgação)

Reconhecido pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil em 2015, o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste descortinará sua empanada em uma programação especial no município de Icapuí,  no Litoral Leste do Ceará. 

Oficinas, palestras e apresentações artísticas com mestres bonequeiros serão ofertadas ao público na próxima sexta-feira (08) e sábado (09) no III Festival Casimiro Coco do Ceará, na Praça Central Adauto Róseo. 

O Festival busca promover a Salvaguarda do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, a partir da valorização, promoção e sustentabilidade desta arte manual e secular de confecção de bonecos.

A tradição deste Patrimônio Cultural está presente, hoje em Icapuí, nas mãos dos mestres Gilberto Calungueiro, Marquinhos Calungueiro e Miguel Calungueiro. Este um dos mais novos calungueiros do país, com apenas seis anos de idade, fruto do aprendizado tradicional da arte da qual a família é porta voz há mais de seis décadas. 
Vindos de outras regiões do Ceará, o Festival contará com a presença de diversos mestres, como o Mestre Waldick, Mestre Demar e Antônio Cigarro da cidade de Choró, Mestre Chico Bento e Henrique de Trairí, Mestre Bil Bonequeiro de Pindoretama, Mestre Seu Cheirinho, Alonso e Fabiano do grupo Calungas do Cumbe de Aracati e Mestre Vanderlei das Laranjeiras da cidade de de Banabuiú.

O III Festival Casimiro Coco do Ceará é uma parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) com a Prefeitura Municipal de Icapuí, através da Secretaria de Cultura e Turismo.


HISTÓRIA - O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste se tornou uma tradicional brincadeira e tem origens no hibridismo cultural, durante o período de colonização do Brasil. Conhecido como mamulengo, recebe diversas denominações: Cassimiro Coco, no Maranhão e Ceará; João Redondo e Calunga no Rio Grande do Norte; Babau na Paraíba; Mamulengo em Pernambuco. 

A brincadeira tem início a partir da montagem da empanada, uma espécie de barraca. Depois disso, os brincantes se posicionam atrás e iniciam o espetáculo com os bonecos em cena e a introdução de um texto poético, a loa. Na peça, aparecem a narrativa, elementos surpresas, sugeridos, muitas vezes, pelo mestre a partir de um conhecimento prévio sobre o público, por exemplo.
 
Assim, ao longo do tempo tornou-se uma referência cultural que vem se atualizando, ao longo do tempo, mas que mantém relações de tradição, pertencimento e coletividade no universo cultural na qual se desenvolve.

Assessoria de Comunicação

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