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quinta-feira, 1 de julho de 2021

‘Imunidade de rebanho’ é um dos efeitos da vacina BCG, que protege contra tuberculose e reduz mortalidade infantil

Arte gráfica: Saulo Cruz

Manter a caderneta de vacinação em dia é responsabilidade de todos, independentemente da faixa etária. Isso porque, além da proteção individual, as vacinas diminuem a circulação de doenças e incidências na comunidade. No caso das crianças, os imunizantes são fundamentais para a produção de anticorpos contra bactérias transmissoras de doenças graves. A BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), por exemplo, reduz significativamente a mortalidade infantil, protegendo contra a tuberculose, doença contagiosa que atinge, principalmente, os pulmões.


A vacina faz parte do calendário básico de vacinação, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e deve ser administrada o mais precocemente possível, de preferência nas primeiras 12 horas de nascimento.”Quanto mais cedo for iniciada a vacinação na infância, menor será a chance de adoecimento em crianças pequenas, uma vez que estas são as mais suscetíveis”, explica a orientadora da célula de Imunização da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Kelvia Maria Oliveira Borges. “A vacina é eficaz na proteção da tuberculose nas suas formas mais graves, como meningite tuberculosa e tuberculose miliar”, complementa.

A proteção, em dose única, pode ser administrada em crianças de até quatro anos, 11 meses e 29 dias. O imunizante é também indicado para contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase.

Vacine-se

O Ministério da Saúde alertou que a cobertura vacinal da BCG apresentou redução entre 2018 e 2020. “O início da pandemia da Covid-19 no ano de 2020, principalmente, acarretou na baixa adesão à vacinação”, ressalta Borges.

Quanto mais pessoas deixarem de se vacinar, afirma a orientadora, maior a chance da circulação de vírus. “A vacinação é uma estratégia primordial para reduzir a ocorrência das doenças imunopreveníveis e consiste em uma ferramenta com boa relação de custo e efetividade nas ações em saúde pública. Alcança um efeito protetor de ‘imunidade de rebanho’, no qual algumas pessoas são indiretamente protegidas pela vacinação de outras”, pontua.

Assessoria de Comunicação da Seaa

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