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terça-feira, 23 de março de 2021

Há um ano na rede pública de saúde do Ceará, Hospital Estadual Leonardo Da Vinci é protagonista no combate à pandemia

Fotos: Débora Morais (Ascom/Helv), Tatiana Fortes (Governo do Ceará) e Izabel Kristyany (Arquivo pessoal)

 “Nós temos uma frase que dizemos aqui ao término de todas as reuniões: juntos, somos mais! E neste um ano de hospital, essa é a verdade. Quando unimos forças com todos os profissionais que compõem a unidade, conseguimos salvar mais vidas, mesmo com todo cansaço e dificuldades”, resume Emídio Teixeira, diretor do Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (Helv). A unidade, referência no atendimento a pacientes com Covid-19, completa um ano na rede pública de saúde do Ceará nesta terça-feira (23). “O hospital é um sinal de que podemos, com essa força e determinação, vencer uma batalha tão cruel que atinge todo o mundo”, continua Teixeira.


Há pouco mais de um ano, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou oficialmente pandemia do coronavírus, o Estado buscou alternativas para ajudar a combater e superar o que seria o maior desafio já vivido na história recente: a Covid-19. Após acordo que levou à aquisição do hospital de forma permanente pelo Estado, o equipamento passou a integrar a lista de unidades hospitalares da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e é administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH).

O Helv, até então da rede privada, não estava em operação e foi logo equipado e adaptado pelo Estado para a situação de emergência. Naquele momento, a unidade passou a ser uma das primeiras a contar com um papel estratégico e exclusivo no combate ao período pandêmico no Ceará.

Atualmente, 291 leitos estão voltados para o atendimento a pessoas com a doença. São 179 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 112, de enfermaria. Em um ano, 4.200 cidadãos foram internados após serem infectados pelo vírus.

Izabel Kristyany de Oliveira, de 46 anos, ficou oito dias internada no hospital após quadro de infecção por Covid-19. FOTO: Izabel Kristyany/Arquivo pessoal

Em 365 dias, foi possível perceber o resultado do trabalho em grupo desempenhado na unidade. Izabel Kristyany de Oliveira, de 46 anos, ficou oito dias internada no hospital após quadro de infecção por Covid-19. Ela foi uma das primeiras pacientes a receber alta no equipamento e fala da emoção que foi o retorno para casa. “Eu vim transferida de outra unidade e fui a primeira paciente da ala enfermaria. Quando cheguei, vi que estava em um local mais preparado e me senti muito acolhida, o fato da equipe perto me passou segurança. As pessoas do hospital estavam empenhadas em curar e o meu retorno para casa aconteceu da melhor forma possível”, lembra a empresária.

Unidade foi pioneira no uso do Elmo

Ao longo deste ano de funcionamento, a contribuição do hospital para sociedade foi além do atendimento médico. A unidade se destacou também como laboratório para protocolos e para novos equipamentos, como a utilização pioneira do capacete de respiração assistida Elmo.

Hospital Leonardo Da Vinci foi a primeira unidade do Estado a testar capacete Elmo. FOTO: Tatiana Fortes/Governo do Ceará

O dispositivo foi desenvolvido para tratar casos leves e moderados de infecção pelo coronavírus, permitindo que o paciente melhore a respiração sem precisar de métodos invasivos, como a intubação. A primeira utilização ocorreu em uma mulher de 77 anos, que desenvolveu um quadro de pneumonia gerada por Covid-19. O resultado preliminar foi considerado satisfatório, com aumento da saturação de oxigênio da paciente em poucos minutos de uso.

O projeto do equipamento Elmo foi idealizado pelo Governo do Ceará, por meio da Sesa, Escola de Saúde Pública do Ceará Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ESP/CE) e Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Fiec, Senai/Ceará, Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade de Fortaleza (Unifor), com o apoio do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) e Esmaltec.

Cirurgias eletivas

Entre a primeira e a segunda onda da pandemia, o Helv prestou grande contribuição ao Sistema Único de Saúde (SUS) ao realizar cirurgias eletivas, outro marco importante para compreender o papel desempenhado pela unidade. Neste período, o hospital fez procedimentos nas áreas de Ortopedia, Otorrinolaringologia, Urologia e Cirurgia Geral. Ao longo de quatro meses foram realizados 2.936 procedimentos cirúrgicos. No total, 1.477 pessoas sem Covid-19 foram atendidas.

‘Juntos, somos mais!’ é o lema das reuniões de profissionais de saúde do Hospital Estadual Leonardo Da Vinci. FOTO: Ascom/Helv

A unidade atende pessoas encaminhadas pela Central de Regulação do Estado. Aproximadamente 850 profissionais de diferentes áreas atuam no Helv, compondo uma equipe multidisciplinar capacitada para o atendimento à população.

Mesmo com a pausa nas cirurgias eletivas, devido ao agravamento dos casos de Covid-19, a unidade segue fazendo parte da vida de quem pôde abraçar a cura dentro do hospital. É o caso de Maria Irismar Morais, de 70 anos, que passou 13 dias internada com insuficiência respiratória em decorrência do vírus. Ela agora respira felicidade. “Vou para casa com meu coração feliz e realizado. Foi Deus que me enviou essa equipe para me curar da falta de ar. Eu venci, graças a Deus!”.

Assessoria de Comunicação do Helv

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