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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Da saída do laboratório à vacinação: veja o caminho percorrido pelos imunizantes

Fotos: Thiara Montefusco/Gov. do Ceará
Arte gráfica: Fábio dos Santos

 Há quase um ano, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou pandemia de Covid-19, perguntas sobre a elaboração de vacinas para conter a propagação da doença percorreram o mundo. Agora, com o processo de imunização iniciado no Ceará e no Brasil, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) explica a rota dos imunizantes até as salas de vacinação.


Garantir que as vacinas passem por todas as etapas com qualidade, que incluem a saída do laboratório produtor, recebimento pelo Estado, a checagem dos componentes, o armazenamento, a conservação e a logística de distribuição e transporte é de responsabilidade da Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadim), vinculada à Sesa.

“A Ceadim é uma espécie de guardiã de todos os componentes imunobiológicos ofertados pelo Ministério da Saúde (MS). O equipamento é responsável pelos processos ativos dentro da vigilância em saúde relacionados com imunização. Nosso propósito é garantir que as campanhas de vacinação no Ceará aconteçam com qualidade”, explica o gerente da Rede de Frio estadual, Tarcísio Seabra.

A Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadim), vinculada à Sesa, é responsável pela logística de todo o percurso dos imunizantes até as salas de vacinação

Seabra afirma que o Ceará já possui experiência com campanhas de vacinação, que acontecem ao longo do ano e que a diferença da imunização contra a Covid-19 para as demais é a rapidez com que a distribuição tem sido feita. “Na Rede de Frio, já temos experiência com as campanhas do Programa Nacional de Imunização (PNI). O grande impacto tem sido a agilidade para garantir a entrega em um tempo muito mais curto. Nós sabemos da ansiedade da população em receber a vacina”, afirma.

A distribuição dos imunobiológicos para as 22 Áreas Descentralizadas de Saúde (ADSs) do Estado tem sido feita por transportes aéreo e terrestre. “O modo aéreo facilitou bastante. Nós temos conseguido, praticamente em um turno diário, fazer a entrega em tempo hábil”, diz o gerente. Para as regiões mais próximas, são utilizados caminhões-baú frigoríficos. “Mantivemos o transporte terrestre e todas as entregas acontecem de forma simultânea. Assim, garantimos uma imunização igualitária e sem exceções dentro do estado”, sublinha.

Rede de Frio Estadual

A Rede de Frio é uma estrutura técnico-normativa orientada pelo Programa Nacional de Imunização. “A instância estadual impacta diretamente na redução, eliminação e erradicação de doenças no Ceará”, frisa Seabra.

Ficam armazenados no Ceadim, na Rede de Frio estadual, todos os 48 imunobiológicos que fazem parte do PNI. “Destes, 21 são consideradas vacinas de rotina, que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação. Há também soros antiofídicos e hemoglobinas”, explica.

O fluxo funciona assim: a Ceadim solicita para o Ministério da Saúde, a regional de saúde solicita para a Ceadim, o município solicita para o polo regional de saúde e a sala de vacina solicita para o município. Todos os protocolos são colocados no Sistema de Informação em Insumos Estratégicos da pasta nacional.

Os 48 imunobiológicos que fazem parte do Programa Nacional de Imunização ficam armazenados no Ceadim

Mensalmente, a Rede de Frio estadual faz a solicitação dos insumos ao MS baseada nos pedidos das regiões de saúde e em dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A entrega dos insumos é feita nas duas primeiras semanas do mês. As regiões do Cariri e do Sertão Central são abastecidas na primeira semana e as regiões Norte e Litoral Leste, na segunda semana de cada mês”, complementa.

É importante frisar que, além da distribuição, é de responsabilidade da Ceadim a conferência e conservação dos insumos. Os imunobiológicos são produtos sensíveis e precisam ser armazenados, transportados, organizados, monitorados, distribuídos e administrados adequadamente. “Todos os insumos recebidos são conferidos. E só assim são armazenados nas câmaras refrigeradas com temperatura entre 2º e 8º graus”, explica. Caso haja intercorrências, as instâncias responsáveis são comunicadas.

Assessoria de Comunicação da Sesa

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